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A Drosera intermedia, vulgarmente conhecida como rorela e orvalhinha, é uma planta carnívora perene da família Droseraceae. É uma planta adaptada a capturar pequenos insetos através de folhas cobertas por glândulas mucilaginosas que secretam uma substância pegajosa que se assemelha a gotículas de orvalho.
As folhas são eretas e espatuladas na extremidade, formando uma roseta de até cerca de 10 cm de altura em indivíduos adultos. A coloração das folhas pode variar de verde a tons avermelhados, e no verão produz várias hastes florais com pequenas flores brancas.
Distribuição e ecologia
A Drosera intermedia possui uma distribuição natural ampla, ocorrendo na Europa, América do Norte, Caraíbas e partes do norte da América do Sul.
Na Europa, está associada sobretudo a regiões de clima temperado húmido, com ocorrência em zonas atlânticas e continentais.
A espécie habita preferencialmente turfeiras, charcos, margens de linhas de água, depressões alagadas e solos permanentemente húmidos de carácter ácido. Estes habitats caracterizam-se por baixos níveis de nutrientes disponíveis, o que favorece plantas carnívoras em detrimento de espécies competidoras não adaptadas.
Em regiões com inverno frio, a planta forma um hibernáculo que lhe permite sobreviver a condições ambientais adversas.
Taxonomia
A autoridade científica da espécie é Hayne. A espécie foi publicada inicialmente por Friedrich Gottlob Hayne e Friedrich Dreves em 1798 na obra Botanisches Bilderbuch für die Jugend und Freunde der Pflanzenkunde contudo, a data formal de publicação botânica reconhecida de forma geral é 1800 quando Hayne publica a sua descrição na revista Journal für die Botanik .
A D. intermedia Integra o reino Plantae, a ordem Caryophyllales, a família Droseraceae e o género Drosera. O epíteto específico intermedia refere-se a características morfológicas intermédias observadas dentro do género.
Portugal
Trata-se de uma espécie nativa de Portugal, ocorrendo sobretudo na faixa litoral oeste do território continental e de influencia atlântica. A sua presença está associada a zonas húmidas naturais, incluindo turfeiras, depressões intradunares, margens de charcos e solos encharcados com pH ácido. A espécie encontra-se frequentemente associada à presença de musgos do género Sphagnum.
A distribuição nacional é fragmentada e dependente da integridade ecológica dos habitats húmidos onde ocorre.
Proteção
A nível europeu, a encontra-se classificada como Quase Ameaçada (sigla NT da Lista Vermelha da IUCN) em avaliações regionais de conservação. A conservação da espécie está intimamente ligada à proteção de habitats húmidos, muitos dos quais são considerados ecossistemas prioritários.
As principais ameaças incluem a drenagem de zonas húmidas, a alteração do regime hidrológico, a intensificação agrícola e a fragmentação do habitat.
Em Portugal, embora não exista legislação específica direcionada exclusivamente para a espécie, a sua proteção é assegurada indiretamente através da salvaguarda legal de zonas húmidas e turfeiras.
Cultivo
A Drosera intermedia é ocasionalmente cultivada por colecionadores de plantas carnívoras devido à sua rusticidade relativa em comparação com outras espécies do género. O cultivo requer substratos pobres em nutrientes, normalmente à base de turfa ácida misturada com areia ou perlita.
A planta necessita de elevada disponibilidade de luz e de humidade constante, sendo recomendada a utilização de água destilada ou da chuva. Em climas temperados, o respeito pelo período de dormência invernal é essencial para a manutenção do ciclo de vida da planta em cultivo.
Ver também
- Pinguicula vulgaris
- Pinguicula lusitanica
- Drosera rotundifolia
- Drosophyllum lusitanicum
- Utricularia australis
- Utricularia gibba
- Utricularia subulata
Referências
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