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A Syringa vulgaris, popularmente conhecida como lilás, é uma espécie de arbusto ou pequena árvore decídua pertencente à família Oleaceae, nativa das formações rochosas e encostas calcárias da Península Balcânica, no sudeste europeu. Amplamente naturalizada e cultivada em regiões de clima temperado por todo o mundo, esta planta ornamental destaca-se pela sua floração primaveril exuberante e pelo aroma adocicado e penetrante das suas flores, que se agrupam em panículas cónicas densas com cores que abrangem o roxo tradicional, azul, rosa, branco, magenta e amarelo-creme. Estruturalmente, o arbusto atinge de 3 a 7 metros de altura, exibe múltiplos caules robustos de casca cinzento-escura e possui folhas cordiformes ou ovadas de disposição oposta, com uma tonalidade verde-escura que cai no outono sem sofrer alterações cromáticas significativas. Do ponto de vista ecológico e de cultivo, a espécie exige solos neutros a ligeiramente alcalinos, ricos em matéria orgânica e com excelente drenagem, além de necessitar de uma exposição solar plena e de um período vernal de frio intenso (dormência invernal) para garantir uma floração uniforme e vigorosa no ciclo seguinte. Historicamente introduzido na Europa Ocidental através de Constantinopla no século XVI, o lilás evoluiu para um ícone do paisagismo clássico e da perfumaria fina, gerando centenas de cultivares especializados (como as famosas «híbridas francesas»), ao mesmo tempo que mantém uma forte carga simbólica associada à renovação primaveril e à nostalgia.
Referências
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