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A abrótea (Asphodelus ramosus), também conhecida como abrótea-da-primavera e gamão, é uma planta herbácea e medicinal robusta, vivaz, rizomatosa, com raízes carnudas e folhas planas e lineares, todas basais, da família das liliáceas, que os antigos costumavam colocar nos túmulos, e era também considerada como penhor de amor. Parece-se com a espécie Asphodelus albus e, particularmente, com a Asphodelus cerasiferus. Distingue-se pelo tronco (muito ramificado) e pelos frutos (menores).
É considerada nativa da região mediterrânica, distribuindo-se em Portugal por quase todo o território, de norte a sul do país.
Em contraste com outras liliáceas, mostra afinidade por solos ácidos, principalmente xisto, pelo menos no litoral da Catalunha, onde é muito comum, mas também é cultivada como planta ornamental. Nas encostas da serra de Albéria, entre a Espanha e a França, ocorre perto do mar, formando colônias abundantes de abril a junho.
As flores são múltiplas, de cor branca, com seis tépalas, tendo uma faixa central acastanhada. Os frutos são cápsulas pequenas e redondas.
Em zonas rurais de Portugal, as folhas, cozidas simplesmente em água, são um alimento muito apreciado pelos porcos.
Na mitologia
Esta planta era a flor que se dizia preencher as planícies do Hades, o submundo. Como era considerada o alimento preferido dos mortos, os gregos antigos plantavam-na muitas vezes perto de sepulturas. A abrótea era sagrada para Perséfone, filha de Deméter, que foi levada à força por Hades para o submundo.
Na mitologia da religião taoísta (ou taoista), acreditava-se que a abrótea roxa concedia imortalidade ao consumidor.
Ligações externas
- The Plant List
- Botanical, A Modern Herbal
- Paisagens de Trasmontes
- Biodiversity Library
- Fauna e Flora do[ligação inativa] Rio Vascão
- Diversidade botânica mediterrânea
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