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de Rik & Mon

Laccaria amethystina [L.]

Laccaria amethystina
(Hydnangiaceae)


(todos os créditos e direitos da fonte Wikipedia se aplicam)

Laccaria amethystina é uma espécie de um pequeno cogumelo de coloração viva. Como sua intensa cor ametista se atenua com a idade e a exposição ao tempo, torna-se difícil a identificação em campo. Essa característica é compartilhada com sua parente próxima L. laccata, que também desbota e sofre desgaste.

É encontrada principalmente nas zonas temperadas do hemisfério norte, em florestas decíduas e de coníferas, embora também haja registros em regiões tropicais da América Central e do Sul. O cogumelo é comestível, mas pode absorver arsênio do solo.

Taxonomia

Esta espécie foi descrita pela primeira vez em 1778 pelo botânico e farmacêutico inglês William Hudson como Agaricus amethystinus, e posteriormente transferida para o gênero Laccaria por Mordecai Cubitt Cooke. Laccaria amethystina teve muitos binômios ao longo de muitos anos, mas a referência à coloração ametista aparece na maioria deles. Já foi incluída no gênero Collybia, como Collybia amethystina, provavelmente em parte devido ao estipe resistente, semelhante ao de espécies colibioides. Seu binômio atual a coloca em Laccaria, com o epíteto específico amethystina, combinação utilizada pela primeira vez por Cooke em 1884. Em 1922 foi tratada como uma variedade de L. laccata, var. amethystina (Cooke) Rea, que hoje é considerada sinônimo.

Descrição

O píleo mede até 6 cm de diâmetro e é inicialmente convexo, tornando-se posteriormente achatado, geralmente com uma depressão central (umbilicado). Quando úmido, apresenta coloração lilás arroxeada intensa, que se torna mais clara ao secar. Às vezes é levemente escamoso no centro, e possui estrias claras na margem.

O estipe tem a mesma cor do píleo e apresenta fibrilas esbranquiçadas na base, tornando-se farinhento em direção ao ápice. É fibroso, oco, relativamente resistente quando enrolado entre os dedos, medindo 0,6 a 7 cm de comprimento por 0,1 a 0,7 cm de espessura. A carne não possui sabor nem odor característicos e é delgada, com coloração lilás-pálida. As lamelas têm a mesma cor do píleo, geralmente bem espaçadas, e são polvilhadas pelos esporos brancos; sua inserção no estipe é sinuosa, com uma leve concavidade antes da fixação.

Características microscópicas

Os esporos são esféricos e hialinos, apresentando espinhos pontiagudos (equinulados) longos em relação ao tamanho do esporo; normalmente medem 7–10 por 7–10 μm. Os basídios, células produtoras de esporos, são claviformes e hialinos, medindo 30–64,5 por 8,5–14 μm.

Espécies semelhantes

Existem várias espécies arroxeadas na América do Norte que foram formalmente identificadas como L. amethystina antes de Gregory M. Mueller descrevê-las como espécies distintas em 1984. Laccaria amethysteo-occidentalis ocorre no oeste da América do Norte. Além da diferença geográfica, L. amethysteo-occidentalis difere de L. amethystina em vários aspectos: ecologicamente, a primeira ocorre apenas em associação com coníferas, enquanto a segunda ocorre principalmente com árvores folhosas da ordem Fagales. O basidioma de L. amethysteo-occidentalis é, em média, maior que o de L. amethystina e possui coloração roxa mais profunda, que desbota para tons vináceos em vez de acastanhados. Os esporos também diferem entre as duas: os de L. amethysteo-occidentalis não são tão fortemente globosos quanto os de L. amethystina, sendo geralmente subglobosos ou amplamente elipsoidais, além de apresentarem espinhos muito mais curtos.

Outra espécie separada por Mueller de L. amethystina é L. vinaceobrunnea, encontrada na região da Costa do Golfo, no sul dos Estados Unidos. L. vinaceobrunnea distingue-se macroscopicamente pela cor: apresenta coloração roxa intensa apenas em exemplares muito jovens, que rapidamente se torna violácea ou castanho-avermelhada, e finalmente castanho-alaranjada opaca ou bege com a idade. Suas características esporais são intermediárias entre L. amethystina e L. amethysteo-occidentalis, apresentando forma subglobosa a amplamente elipsoidal como em L. amethysteo-occidentalis e espinhos longos típicos de L. amethystina. A pileipélis de L. vinaceobrunnea é única dentro de Laccaria, apresentando um palisadoderme distinto, em vez do tipo indiferenciado ou tricoderme fasciculado característico das demais espécies do gênero. L. vinaceobrunnea também se distingue em parte pelo habitat, sendo altamente específica na associação com Quercus virginiana. L. amethystina também é frequentemente associada a essa espécie, mas ocorre com muitas outras árvores de Fagales.

Em 1988, uma terceira espécie roxa de Laccaria, L. gomezii, foi descrita por Mueller como distinta de L. amethystina. Essa espécie associa-se a Quercus e é endêmica das florestas nubladas da América Central e do norte da América do Sul (habitats nos quais L. amethystina também ocorre). L. gomezii é semelhante a L. vinaceobrunnea em várias características, mas o basidioma fresco é de coloração roxa mais escura do que o de L. vinaceobrunnea ou L. amethystina. Suas lamelas distinguem-na das demais espécies do grupo L. amethystina: em L. gomezii elas são aderentes a subdecurrentes e muito próximas entre si, em contraste com as lamelas sinuosas a arqueadas e estreitamente aderentes das outras espécies. Os esporos de L. gomezii são semelhantes aos de L. vinaceobrunnea e Laccaria amethysteo-occidentalis, e a espécie não possui as hifas distintivas da pileipélis presentes em L. vinaceobrunnea.

Distribuição e habitat

A espécie é comum na maior parte das zonas temperadas da Europa (junho–dezembro), Ásia, América Central, América do Sul e leste da América do Norte. Cresce isolada ou dispersa com diversas árvores decíduas e coníferas, com as quais mantém associação micorrízica, sendo mais frequente com árvores de Fagales. Surge do fim do verão ao início do inverno, muitas vezes associada a faias; na América Central e do Sul, ocorre mais comumente associada a carvalhos. Pesquisas demonstraram que L. amethystina é um chamado “fungo do amoníaco”, classificação ecológica referente a fungos que crescem abundantemente em solos após a adição de amoníaco ou de outros compostos nitrogenados; a espécie congênere Laccaria bicolor também é um fungo do amoníaco.

Comestibilidade

Como outros membros do gênero, esta espécie é comestível, embora geralmente não seja considerada de alta qualidade culinária devido ao estipe duro. Embora não seja inerentemente tóxica, em solos poluídos por arsênio pode bioacumular altas concentrações desse elemento. As lamelas de exemplares não tóxicos devem ser cuidadosamente limpas.

Ver também

  • Laccaria amethysteo-occidentalis
  • Laccaria bicolor
  • Laccaria laccata

Referências

Bibiografia

  • Mueller, Gregory M. (1984). «New North American species of Laccaria (Agaricales)». Mycotaxon. 20 (1): 101–116 
  • Mueller, Gregory M. (1992). «Systematics of Laccaria (Agaricales) in the continental United States and Canada, with discussions on extralimital taxa and descriptions of extant types». Fieldiana Botany. 30: 1–158. ISSN 0015-0746 
  • Mueller, Gregory M. (1997). «The mushroom genus Laccaria in North America». Arquivado do original em 17 de março de 2009 

Ligações externas

  • Media relacionados com Laccaria amethystina no Wikimedia Commons


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